Peça trazida pelo cliente: a oficina é obrigada a aceitar?

Conteúdo

A peça trazida pelo cliente chega na sacola, com a caixa amassada: bomba d’água comprada pela internet por R$ 140 (valor de exemplo). Você instala, cobra a mão de obra, o carro sai. Dez dias depois ele volta com o motor pingando e a frase que roda em todo grupo de dono de oficina: “foi você que instalou, a garantia é sua”. Sem nada escrito, vira briga no balcão, e a oficina costuma ceder pra não perder o cliente.

Esta página responde se a oficina é obrigada a aceitar peça trazida pelo cliente (não há regra que obrigue), mostra os 3 modelos de regra da casa, o que registrar na ordem de serviço quando você aceita e quanto a conta muda sem a margem da peça. E entrega grátis, em PDF e Word, o termo de responsabilidade pra peça fornecida pelo cliente: uma página, pra preencher no balcão antes de o carro subir.

Modelo grátis

Termo de responsabilidade: peça fornecida pelo cliente (modelo)

Download grátis, na hora, sem precisar cadastrar e-mail.

Baixar em PDF

ou baixar em Word (.docx) editável

Uma página: dados da O.S., descrição da peça (nova com nota, nova sem nota, usada ou recondicionada), o que o cliente declara e autoriza, prazo da garantia da mão de obra e o valor da segunda instalação se a peça vier errada. Modelo pra adaptar à sua regra da casa; confira com o Procon ou um advogado antes de adotar.

A briga da peça do cliente se resolve antes de o carro subir: por escrito, com foto, na O.S.

No oficina.app a peça do cliente entra na ordem de serviço com origem, foto e prazo da mão de obra, e a O.S. vai pro WhatsApp dele.

  • Observação e foto da peça na O.S., no laudo técnico com fotos
  • Garantia da mão de obra escrita na O.S., com a data do serviço
  • O.S. achada pela placa: o combinado aparece quando ele voltar
  • Orçamento e O.S. ilimitados, enviados pro WhatsApp e pro e-mail do cliente
Registrar a peça do cliente na O.S., 7 dias grátis

Sem cartão e sem fidelidade. O teste de 7 dias libera também o que é do Premium.

Também no celular

Garage Pro para iPhone, iPad e Android

Baixar na App StoreQR Code do Garage Pro na App Store
Disponível no Google PlayQR Code do Garage Pro no Google Play

O sistema também funciona pelo computador.

Aponte a câmera do celular  ·  * Em período de teste

O resumo, direto ao ponto

É obrigada?Não há regra que obrigue a oficina a instalar a peça trazida pelo cliente. Você pode recusar, ou aceitar com condições combinadas por escrito antes do serviço.
GarantiaCada um responde pelo que forneceu: quem vendeu a peça responde pela peça; a oficina responde pelo serviço (instalação e mão de obra), no prazo que combinar por escrito.
Os 3 modelosRecusa total; aceita só peça nova com nota; aceita tudo com termo assinado e garantia só da mão de obra. Cada um serve a um tipo de oficina.
A contaA hora do mecânico não muda. O que some é a margem da peça: veja a conta de exemplo e decida se a mão de obra cobre a conferência e o risco.
O termoModelo grátis em PDF e Word, uma página, pra preencher no balcão antes de o carro subir. Confira com o Procon ou um advogado.

A bomba d’água vazou em 10 dias: de quem é o problema?

Separe o que o cliente mistura no balcão. A peça é uma coisa: quem vendeu ou forneceu responde por ela (defeito de fabricação, peça errada, usada que não aguentou). O serviço é outra: quando o cliente traz a peça, a oficina garante a instalação e a mão de obra, no prazo combinado por escrito e nunca abaixo do mínimo da garantia legal de serviço (o prazo está no controle de garantia e retrabalho na oficina).

Na bomba d’água do exemplo, a pergunta certa não é “de quem é a garantia”, e sim “por onde vazou”. Pelo selo da bomba: problema da peça, o cliente resolve com quem vendeu. Pela junta ou pelo parafuso sem o aperto certo: problema da instalação, seu. O que separa as duas cenas é o que você consegue mostrar: foto da peça antes de montar, junta nova lançada na O.S., a anotação “peça fornecida pelo cliente” e o prazo da mão de obra com data.

Peça trazida pelo cliente: aceitar ou recusar? Os 3 modelos de regra da casa

A pergunta “a oficina é obrigada a aceitar peça do cliente?” tem resposta curta: não há regra que obrigue a oficina a instalar a peça trazida pelo cliente. Você pode recusar, e pode aceitar com condições, desde que combinadas por escrito antes do serviço, não depois que deu problema. O que não funciona é decidir no calor do balcão: hoje aceita do amigo, amanhã recusa do desconhecido. Como o entendimento sobre o tema pode variar, confirme a regra da casa com o Procon da sua região ou com um advogado antes de imprimir a placa.

ModeloComo funcionaPrósRiscosServe pra
1. Recusa totalSó instala peça vendida pela oficina. Placa no balcão.Zero discussão de garantia; margem da peça preservada.Perde quem já chegou com a caixa na mão.Fornecedor rápido, ticket alto, agenda cheia.
2. Só peça nova, com notaNova, lacrada e com a nota da compra. Usada ou sem nota, não.Filtra origem duvidosa; a nota dá ao cliente onde reclamar.Peça nova também vem errada; a margem some.Mecânica de bairro e auto elétrica, que vivem do cliente que volta.
3. Aceita tudo, com termoNova, usada ou recondicionada, com termo, foto e garantia só da mão de obra.Não perde serviço; regra clara pra cliente e equipe.Peça usada dá retorno; o termo precisa ser preenchido de verdade.Funilaria (lataria de desmonte), moto e frota que compra a peça.

Escolhido o modelo, ele vai pra placa do balcão, pro rodapé do orçamento e pra O.S. A regra escrita na O.S. e aceita pelo cliente pesa mais que qualquer conversa; veja o que dá validade jurídica à ordem de serviço.

O que registrar na ordem de serviço quando a peça é do cliente

Aceitou? A O.S. vira o registro do combinado. Cena: kit de correia dentada trazido pelo cliente, num motor em que a bomba d’água roda com a mesma correia (exemplo). Ele trouxe correia e tensora, não a bomba. Você recomenda trocar junto; ele diz não. Seis meses depois a bomba trava, corta a correia e o motor para. Se “cliente recusou trocar a bomba” não estiver na O.S., a história será outra.

  1. Origem. “Peça fornecida pelo cliente”, com loja ou site e data da compra.
  2. Com nota ou sem nota. Com nota, anote número e data (é por ali que ele reclama com o fornecedor).
  3. Estado na entrega. Lacrada, caixa aberta, usada, código legível ou não.
  4. Foto antes de instalar. Da peça com o código visível e da antiga que saiu. No oficina.app ela vai no laudo técnico com fotos, preso à O.S.; no papel, mande pelo WhatsApp do cliente na hora.
  5. Garantia da mão de obra, em dias, com data de início. Pelo menos o mínimo da garantia legal de serviço; no exemplo desta página, 90 dias.
  6. O que não está garantido. A peça, e o que decorrer de defeito dela: retorno, retirada, nova instalação.
  7. Se a peça vier errada. Valor da segunda mão de obra, ou o critério (metade da instalação, por exemplo).
  8. O que você recomendou e ele recusou. “Cliente recusou trocar a bomba junto com a correia” custa dez segundos e vale o motor.

No papel, o modelo de ordem de serviço para oficina mecânica tem campo de observações pra esses oito pontos, e o termo entra grampeado atrás. No sistema, ficam na O.S. do carro, achada pela placa.

A frase pronta pra observação da O.S.

“Peça fornecida pelo cliente (bomba d’água, comprada em ______, sem nota), conferida e fotografada antes da instalação. Garantia da peça: do fornecedor. Garantia da mão de obra: 90 dias a partir de ___/___/___. Peça errada ou defeito da própria peça: retirada e nova instalação R$ ______.”

O combinado que fica na cabeça vira discussão. O que fica na O.S. vira resposta.

No oficina.app, os oito pontos acima ficam na O.S. do carro: origem, foto, prazo e o que o cliente recusou.

  • Cadastro de clientes e veículos, com o histórico de cada carro pela placa
  • Laudo técnico com fotos: a peça antes de subir e o carro como chegou
  • O.S. com o logotipo da oficina, enviada por e-mail e WhatsApp
  • Gestão do pátio pra saber qual carro está esperando peça, e relatórios do mês
Testar o oficina.app por 7 dias grátis

Sem cartão e sem fidelidade. Depois do teste, se quiser continuar: Essential R$73,90/mês (até 3 usuários) ou Premium R$99,90/mês (até 10 usuários).

O termo de responsabilidade sem constranger: o script do balcão

O termo só funciona se for usado com todo cliente, do mesmo jeito. O que constrange não é o papel, é a hora de puxar o papel: depois que ele estranhou o preço, ou só pro cliente que “parece problema”. O termo sai da gaveta antes do orçamento, com a pergunta “o senhor trouxe a peça?”.

O script, em quatro passos

  1. Diga sim primeiro. “Instalo sim, seu Carlos, a gente faz isso direto.” Ele relaxa.
  2. Regra da casa, não desconfiança dele. “Aqui é assim com todo mundo, está impresso: a garantia da peça fica com quem vendeu, e a nossa cobre a instalação por 90 dias.”
  3. Mostre o que ele ganha. “Eu tiro foto da peça antes de montar e anoto tudo na O.S. Se ela der problema, o senhor leva a foto e a O.S. na loja.”
  4. Feche com a peça errada. “Se vier errada, já fica acertado: R$ 120 (exemplo) pra tirar e montar de novo, e o carro espera no pátio.” O termo vira a assinatura do que ele acabou de ouvir.

Cliente que não quer assinar? Sem briga: “então eu instalo a peça da oficina, com garantia completa, e fica R$ ______”. Se também não quiser, o carro não sobe. Recusar antes custa uma conversa; depois, custa o cliente.

Pelo WhatsApp funciona igual

Muito carro chega com a peça combinada pelo WhatsApp dias antes. Mande o termo em PDF com o orçamento e peça o “de acordo” escrito antes de agendar: fica na conversa, com data e hora. O artigo sobre orçamento da oficina pelo WhatsApp e a aprovação do cliente mostra como guardar isso direito.

A peça veio errada: quem paga a segunda mão de obra

Cena: o cliente comprou pastilha pela internet pelo modelo do carro, mas o dele é da versão com a pinça maior. Você descobriu com a roda no chão e o carro no elevador. Box parado, uma hora de mecânico gasta, cliente correndo na loja. Quem paga essa hora? Se está no termo, o valor combinado. Se não está, a discussão costuma acabar com a oficina engolindo o prejuízo.

O que combinar antes, e onde

  • Valor da retirada e da nova instalação. Um número fixo (R$ 120, no exemplo) ou uma regra (metade da instalação). Vai no termo e no orçamento.
  • O que acontece com o carro. Desce do elevador e espera no pátio; o box não fica travado. Se a troca demorar dias, combine se ele leva o carro: vaga parada é vaga que outro cliente ocuparia.

E o diagnóstico que apontou a peça certa? É serviço, e serviço tem preço: quando o cliente compra a peça fora, o tempo gasto pra descobrir qual era entra no orçamento. Veja como cobrar diagnóstico e orçamento na oficina sem perder o serviço.

A conferência que vale a hora

Antes de desmontar: código da peça contra o da original ou o catálogo pela placa; lado; ano e versão; conteúdo da caixa (kit completo?). Falhou em um item, a peça volta pra sacola e o carro não sobe. Na O.S.: “peça conferida antes da instalação: OK”.

Como cobrar a mão de obra com peça do cliente: a conta na ponta do lápis

A hora do mecânico não fica mais barata porque a peça veio de fora. O que muda é o que a oficina deixa de ganhar na peça, e o risco. A conta de uma troca de bomba d’água, com valores de exemplo:

ItemPeça da oficinaPeça do cliente
Peça (custo R$ 180, vendida a R$ 270)R$ 270R$ 0
Mão de obra (2,5 h × R$ 100)R$ 250R$ 250
Total pro clienteR$ 520R$ 250
O que fica na oficina (margem da peça + mão de obra)R$ 340R$ 250
Retorno por defeito da peçaO fornecedor trocaDiscussão, sem termo

R$ 90 a menos no mesmo box, na mesma hora, com mais risco. Por isso a mão de obra com peça do cliente pede uma regra própria, escrita, igual pra todo cliente e confirmada com o Procon ou um advogado junto com o resto da regra da casa. Três jeitos de fechar a conta, sempre com o valor no orçamento aprovado antes:

  1. Mesma hora, sem a margem da peça. Cobra os R$ 250 e aceita ganhar menos. Serve quando a agenda está vazia.
  2. Valor de instalação próprio pra peça de fora. Duas colunas na tabela: com peça da oficina e com peça do cliente (R$ 250 e R$ 300, no exemplo). A diferença corresponde ao trabalho a mais (conferência, foto, termo e registro na O.S.), nunca a uma multa por trazer a peça, e é igual pra todo cliente.
  3. Conferência como item do orçamento. Uma linha “conferência de peça fornecida pelo cliente: R$ 40 (exemplo)”, separada da instalação.

Qual escolher depende da sua margem: o artigo de markup e margem de lucro na oficina mostra quanto a peça pesa no mês e quanto a hora precisa render sem ela. No oficina.app, o relatório custo × lucro (Premium) mostra isso por período.

O que muda por tipo de oficina

Mecânica

Peça de motor, freio e suspensão trazida pelo cliente chega em kit incompleto: correia sem tensora, pastilha sem disco, amortecedor sem batente. Instala o kit completo ou escreve na O.S. o que ele recusou. Peça usada de mecânica (alternador, módulo, câmbio de desmonte) é a que mais volta: só no modelo 3.

Auto elétrica

Alternador recondicionado, motor de partida ou módulo comprado pela internet. O risco é o diagnóstico: o problema pode estar no cabo, no chicote ou na bateria, e a peça nova não resolve. Cobre o diagnóstico separado e teste a peça na bancada com o cliente do lado, anotando o resultado na O.S.: se chegou queimada, o teste separa o defeito dela do erro seu.

Funilaria e pintura

É onde a peça do cliente é rotina: porta, paralama e capô de desmonte, por uma fração do preço da nova. Aceite com origem comprovada (nota da compra ou comprovante do desmonte), fotografe o estado (amassado, ferrugem, furo de solda) antes de começar e separe no orçamento o que é serviço seu (preparação, alinhamento, pintura) do que é da peça (empenamento, corrosão). A pintura é sua; a chapa que veio torta, não.

Oficina de moto

O motoqueiro compra kit de relação, pastilha, óleo e pneu pela internet e chega com tudo no baú. Volume maior, ticket menor: o termo precisa ser rápido, uma página marcada em um minuto, e a foto do kit na bancada. Óleo trazido pelo cliente merece linha própria na O.S., com marca e viscosidade.

Perguntas frequentes

A oficina é obrigada a aceitar a peça que o cliente traz?

Não há regra que obrigue a oficina a instalar a peça trazida pelo cliente. Você pode recusar ou aceitar com condições combinadas por escrito antes do serviço. Como o entendimento pode variar, confirme a regra da casa com o Procon ou com um advogado.

Quem dá garantia quando a peça é do cliente?

Cada um responde pelo que forneceu. A garantia da peça é de quem vendeu ou forneceu; a oficina responde pelo serviço (instalação e mão de obra), no prazo combinado por escrito e nunca abaixo do mínimo da garantia legal de serviço.

Posso cobrar mais caro a mão de obra com peça do cliente?

A hora do mecânico é a mesma. O que a peça de fora acrescenta é trabalho a mais (conferência do código, foto, termo e registro na O.S.), e é esse trabalho que entra no orçamento, como linha própria ou dentro do valor da instalação, sempre aprovado pelo cliente antes do serviço. Como o entendimento sobre cobrar diferente pode variar, confirme essa parte da regra da casa com o Procon ou com um advogado.

E se a peça do cliente vier errada?

A peça errada é do fornecedor, mas a hora gasta pra descobrir é sua. Por isso o termo combina antes o valor da retirada e da nova instalação e o que acontece com o carro enquanto a certa não chega. Conferir o código antes de desmontar evita a maioria dos casos.

Como recusar a peça do cliente sem perder o cliente?

Diga sim primeiro, explique a regra como regra da casa e mostre o que ele ganha com a foto e o registro na O.S. Se a regra é recusar, ofereça a peça da oficina com garantia completa e o preço na hora.

Vale aceitar peça usada?

Depende do tipo de oficina. Na mecânica e na auto elétrica, peça usada é a que mais volta, e o cliente quase nunca tem a quem recorrer. Na funilaria, lataria de desmonte com origem comprovada é rotina. Se aceitar, só com termo assinado, foto do estado e “garantia da peça: do fornecedor, não da oficina” na O.S.

Conclusão

Peça trazida pelo cliente vira briga só na oficina sem regra da casa: quem tem regra escrita responde com o papel. Escolha um dos três modelos, coloque na placa e no orçamento, e use o termo em todo carro que chegar com a sacola. A foto da peça, o estado do carro na entrada (o checklist de inspeção veicular resolve essa parte) e o prazo da mão de obra com data fazem o resto.

Quando a peça der problema dentro do prazo, decide o registro: a O.S. com origem, foto e garantia, mais o controle de garantia e retrabalho pra saber se o retorno é seu ou do fornecedor. No oficina.app isso fica preso ao carro pela placa, com 7 dias grátis pra testar.

O termo é seu, grátis. Quando quiser a foto da peça, a origem e o prazo da mão de obra presos à O.S. do cliente, o oficina.app te dá 7 dias pra testar, sem cartão e sem fidelidade.

Registrar a próxima peça do cliente na O.S.

Compartilhe esse artigo

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Posts mais recentes

O Garage oferece a gestão de oficina que você precisa para administrar suas Ordens de Serviços com agilidade! Já estão disponíveis para você uma grande quantidade de peças e serviços cadastrados e prontos para uso. 

Galeria