Cobrar diagnóstico na oficina: como fazer sem perder o cliente

Conteúdo

Duas horas com o carro no elevador, scanner ligado, até achar o chicote roído atrás do coletor. Você passa o orçamento, o cliente diz “vou pensar” e, na semana seguinte, o carro está no concorrente, que só trocou o chicote que você descobriu. Cobrar diagnóstico na oficina existe pra isso: tempo, scanner e conhecimento são serviço, e serviço não cobrado é serviço dado.

Esta página mostra como cobrar diagnóstico na oficina sem perder o cliente: a conta do diagnóstico grátis, os três jeitos de cobrar, quanto cobrar, o script de balcão, o que registrar na ordem de serviço e quando não cobrar. Logo abaixo, o termo de autorização de diagnóstico e orçamento, grátis em PDF e Word, pro cliente assinar antes de o carro subir. O que a lei diz sobre orçamento e aprovação já tem página própria no site; aqui o assunto é a cobrança.

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Autorização de diagnóstico e orçamento (modelo em PDF e Word)

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Uma folha: dados do cliente e do carro, cinco declarações que o cliente marca e assina antes de o carro subir (valor do diagnóstico, abatimento se aprovar, desmontagem avisada antes, orçamento por escrito com validade, nenhum conserto sem aprovação), como ele quer receber o orçamento, caixa do sintoma relatado e caixa da conclusão. Modelo pra adaptar à sua oficina; confira com o Procon da sua cidade ou com um advogado.

Diagnóstico cobrado é diagnóstico registrado.

No oficina.app, o que o mecânico achou fica na O.S. do carro, e o orçamento sai em PDF pelo WhatsApp, com a validade que você definir.

  • Sintoma relatado, tempo de diagnóstico e conclusão dentro da O.S.
  • Orçamento em PDF com o logotipo da oficina, enviado pelo WhatsApp e por e-mail
  • A aprovação é a resposta do cliente na conversa do WhatsApp, com data e hora
  • Histórico pela placa quando o carro volta, com laudo técnico com fotos
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O resumo, direto ao ponto

Dá pra cobrar?É prática aceita quando o cliente sabe antes, por escrito, o valor e a regra. Surpresa na entrega da chave é o que gera reclamação.
Os 3 jeitosTaxa fixa abatida se aprovar; diagnóstico como item da O.S.; grátis só pra quem fecha o serviço.
Quanto cobrarSua hora de mão de obra vezes o tempo do diagnóstico, mais uma parcela do scanner.
Como avisarFrase pronta no balcão e o termo assinado antes de subir o carro. O modelo está aqui, grátis.
Quando não cobrarRetorno de garantia, cliente fiel com histórico e revisão de rotina.

Diagnóstico grátis: a conta que ninguém faz na oficina

Segunda de manhã: um Corolla com a luz da injeção acesa, um HB20 falhando em marcha lenta. Uma hora de mecânico e scanner em cada um até fechar a causa. Um cliente aprova. O outro agradece, leva o papel e some. Você pagou uma hora de mecânico pra achar o defeito que outra oficina vai consertar.

Diagnóstico automotivo é serviço, não cortesia

Diagnóstico automotivo tem tempo de mecânico, ferramenta (scanner que custou caro e atualiza todo ano) e o conhecimento de quem sabe onde olhar. Cobrar ou dar é decisão sua; o custo existe dos dois jeitos. Conta de exemplo, com números redondos; troque pelos seus.

Linha da conta (exemplo)Valor
Diagnósticos por dia que não viram serviço2
Tempo de cada diagnóstico1 h
Sua hora de mão de obra (exemplo)R$ 70
Serviço dado por dia (2 × 1 h × R$ 70)R$ 140
Serviço dado por mês (22 dias úteis × R$ 140)R$ 3.080

Perto de R$ 3 mil por mês de serviço feito e não cobrado. E fica de fora o elevador ocupado, o mecânico parado no serviço que pagava o dia e o orçamento detalhado que virou lista de compras na loja de autopeças. Muita oficina aceita isso por medo de o cliente virar as costas no balcão; o resto da página é sobre esse medo.

Os 3 jeitos de cobrar diagnóstico na oficina (e quando usar cada um)

Não existe um jeito certo pra toda oficina. Cobrar orçamento em oficina mecânica tem três formatos que funcionam, cada um com o seu risco. Os valores são exemplos redondos, não referência de preço.

1. Taxa fixa, abatida do serviço se o cliente aprovar

“O diagnóstico é R$ 80; se fechar o serviço aqui, sai da conta.” Serviço orçado em R$ 640: aprovou, paga R$ 640, com os R$ 80 dentro; não aprovou, paga R$ 80 e leva o orçamento por escrito com a conclusão. Só confira se a mão de obra do serviço já não embute o tempo de diagnóstico, senão você dá o desconto duas vezes.

2. Diagnóstico como item da O.S., cobrado sempre

Uma linha própria no orçamento e na O.S.: “Diagnóstico com scanner e inspeção: 1 h, R$ 80”. Aprovou ou não, a hora foi vendida. Exemplo: diagnóstico R$ 80, troca do sensor R$ 420 com peça e mão de obra, total R$ 500, tudo à vista na linha.

3. Diagnóstico grátis só pra quem fecha o serviço

Você não cobra de quem faz o serviço na sua oficina e cobra de quem só quer o orçamento pra levar: “cortesia pra quem faz aqui; só o laudo pra levar é R$ 80”. Funciona com cliente de anos e desanda quando a regra não estava escrita.

JeitoQuando usarO risco
Taxa fixa abatidaMecânica geral, cliente novo, muito orçamento que “vai pensar”Abater a taxa de um serviço que já embute o diagnóstico
Item da O.S.Auto elétrica, injeção, ar-condicionado: achar o defeito é o serviçoCliente compara o total com quem “não cobra” e esconde o tempo na mão de obra
Grátis se fecharOficina de bairro, cliente de anos, serviço simplesFica na palavra: quem “vai pensar” vira discussão no balcão

Em qualquer dos três, o orçamento segue a regra de sempre: por escrito, peças e mão de obra separadas, aprovação registrada antes de mexer. O que o Código de Defesa do Consumidor exige do orçamento e como registrar a aprovação pelo WhatsApp está em orçamento da oficina pelo WhatsApp: o que diz a lei sobre a aprovação.

A taxa abatida só funciona se o orçamento tiver data e o diagnóstico estiver escrito.

No oficina.app o orçamento sai com peças e mão de obra separadas, e a conclusão do diagnóstico fica na O.S. do carro.

  • Ordem de serviço e orçamento ilimitados, com o logotipo da oficina
  • Envio do orçamento em PDF pelo WhatsApp e por e-mail
  • Cadastro do cliente e dados do veículo pela placa
  • Laudo técnico com fotos pra mostrar o que o diagnóstico achou
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Quanto cobrar pelo diagnóstico: a conta sai da sua hora

Não existe tabela de taxa de diagnóstico. Existe a sua hora de mão de obra, o tempo que o diagnóstico leva e o scanner que precisa se pagar. Quem copia o valor do vizinho cobra o custo do vizinho.

  1. Sua hora de mão de obra. Sai do custo fixo do mês dividido pelas horas que a oficina vende. A conta pronta está em como calcular a mão de obra da oficina.
  2. O tempo do diagnóstico. Código de injeção com scanner e teste do sensor: perto de 1 hora. Barulho de suspensão que só aparece em lombada: fácil 2 horas. O tempário automotivo ajuda no serviço; pro diagnóstico, a base é o seu histórico de O.S.
  3. A parcela do scanner. O que o scanner e a atualização custam por ano, dividido pelos diagnósticos do ano.
  4. Número redondo, dito antes. Taxa quebrada dá conversa; R$ 80 ou R$ 100 é fácil de dizer no balcão e de escrever no termo.

Exemplo, com números de exemplo: hora de R$ 70, 1 hora de diagnóstico e R$ 10 de scanner dão R$ 80. Diagnóstico de 2 horas, R$ 150. O valor é o seu; a conta é a mesma.

Regra de bolso

Se você não sabe quanto vale a sua hora, também não sabe quanto o diagnóstico grátis está custando. Essa conta vem primeiro.

Como avisar antes sem afastar o cliente: script de balcão e termo assinado

Toda reclamação de diagnóstico cobrado tem a mesma origem: o cliente soube do valor na hora de pegar a chave. O aviso tem três partes: o valor, a regra (abate ou não) e o que o cliente recebe por ele, o orçamento por escrito e a conclusão do diagnóstico. Sem a terceira parte, o cliente ouve “taxa”; com ela, ouve “serviço”.

5 frases prontas pro balcão

  1. Cliente novo, carro com luz acesa: “O diagnóstico aqui é cobrado, R$ 80. Se fechar o serviço com a gente, esse valor é abatido. Se não fechar, você leva o orçamento por escrito e a conclusão do que a gente achou.”
  2. Quando o defeito exige tempo: “Pra achar esse defeito vou precisar de scanner e de mais ou menos uma hora de mecânico. Isso é serviço, então tem valor: R$ 80, que sai da conta se o serviço for feito aqui.”
  3. Na hora de subir o carro: “Antes de subir o carro eu preencho este termo com o valor e o prazo do orçamento, você lê e assina. Assim ninguém tem surpresa.”
  4. Cliente que reclama da taxa: “Entendo. O que você paga é o tempo de achar o problema, não a peça. Se fizer aqui, não paga o diagnóstico. Se levar pra outro lugar, vai com o problema já achado.”
  5. Pelo WhatsApp, carro que chegou de guincho: “Recebemos o carro. Pra fechar o diagnóstico vamos usar scanner e inspeção, R$ 80, abatidos do serviço se você aprovar. Posso seguir?”

O termo de autorização antes de subir o carro

A frase resolve o balcão; o termo resolve a semana seguinte. O modelo desta página cabe numa folha: dados do cliente e do carro, cinco declarações que o cliente marca e assina, como ele quer receber o orçamento, a caixa do sintoma relatado e a caixa da conclusão. Preencha valor e prazos, peça a assinatura e entregue uma cópia. Se você cobra o diagnóstico sempre, como item da O.S., deixe a declaração do abatimento sem marcar. É modelo pra adaptar: confira com o Procon da sua cidade ou, em dúvida, com um advogado.

O que registrar na ordem de serviço do diagnóstico

Diagnóstico cobrado aparece na O.S. como qualquer serviço. Se não está escrito, não foi feito: é assim que o cliente enxerga. Seis campos resolvem, com o carro ainda no elevador.

CampoO que escreverExemplo
Sintoma relatadoAs palavras do cliente, não o seu palpite“Falha em marcha lenta, pior com o ar ligado, há duas semanas”
Tempo de diagnósticoHoras ou fração, e o que foi feito“1h10: scanner, teste das bobinas, inspeção do chicote”
ConclusãoO que foi achado e como foi confirmado“Bobina do cilindro 3 sem faísca, confirmada por troca de posição”
Orçamento com validadePeças e mão de obra separadas, prazo e data limite“Bobina R$ 210 + mão de obra R$ 90 = R$ 300, válido até 27/09” (exemplo)
AprovaçãoQuem, quando e por onde“Aprovado pelo WhatsApp em 18/09, 14h32”
Taxa de diagnósticoCobrada, abatida ou cortesia“R$ 80 abatidos do serviço aprovado”

Se o cliente não aprovar, a O.S. fecha só com o diagnóstico: sintoma, tempo, conclusão e taxa. Ele leva o orçamento; você fica com o registro, e o histórico pela placa mostra tudo quando o carro voltar. Um modelo com campo de validade e peças separadas da mão de obra está em modelo de orçamento para oficina mecânica.

Quando não cobrar o diagnóstico

Cobrar sempre é tão ruim quanto nunca cobrar. Em três situações a taxa de diagnóstico faz mal ao caixa do mês seguinte.

Retorno de garantia

O Uno que você consertou há vinte dias voltou com o mesmo sintoma. Cobrar diagnóstico aqui é discussão certa: o cliente veio reclamar de um serviço que já pagou. Diagnóstico de retorno é custo da oficina; registre como retrabalho pra saber quanto pesa no mês, com a planilha de controle de garantia e retrabalho na oficina. Se for outro defeito, sem relação com o serviço anterior, a regra normal volta, e a O.S. antiga prova isso.

Cliente fiel, com histórico na oficina

O cliente que faz todas as revisões com você chega com uma luz acesa. A hora de diagnóstico dele já foi paga muitas vezes; aqui a cortesia é investimento, e dá pra dizer: “pra você é cortesia”. Só não deixe virar regra silenciosa: cortesia dita e anotada na O.S. vale mais do que cortesia escondida.

Revisão de rotina

Na revisão programada, olhar o carro inteiro é parte do serviço. Cobrar “diagnóstico” em cima da revisão é cobrar duas vezes a mesma hora. O que aparece a mais, pastilha no fim ou bieleta com folga, vira orçamento complementar com aprovação antes de mexer.

Regra simples

Cobra de quem leva o conhecimento embora. Não cobra de quem já pagou por ele: garantia, revisão e cliente de anos. O cliente que “só quer saber o que é” é pra quem o termo e a taxa existem.

O que muda por tipo de oficina

Mecânica geral

Barulho na suspensão, freio puxando, embreagem patinando: o diagnóstico é test-drive, elevador e alavanca. A taxa fixa abatida funciona melhor, porque o cliente novo entende “sai da conta se fizer aqui”, e o cuidado é o desconto dobrado descrito acima.

Auto elétrica e injeção

Aqui achar o defeito é o serviço. Um curto no chicote leva três horas de scanner, multímetro e esquema elétrico pra achar e vinte minutos pra consertar; cobrar só o conserto é dar as três horas. O diagnóstico como item da O.S. é o formato natural. O que o scanner do celular resolve e onde ele para está em scanner OBD2 e outros aplicativos para mecânico.

Funilaria e pintura

Na funilaria o nome disso é vistoria: tirar o para-choque pra ver o que quebrou atrás, medir a lataria, fotografar cada painel. Leva tempo e gera um laudo com fotos que o cliente leva embora. A regra é a mesma: valor e regra no termo antes de desmontar, laudo com fotos entregue, abatido se o serviço fechar.

Oficina de moto

Diagnóstico de moto é rápido, e o cliente compara com o mecânico da esquina que “só deu uma olhada”. A diferença está na proporção: meia hora de diagnóstico chega a ser metade do serviço. Taxa menor, avisada antes, e o mesmo termo; a linha no orçamento cai melhor do que a taxa separada.

Perguntas frequentes

Oficina pode cobrar orçamento?

Cobrar pelo diagnóstico e pelo orçamento é prática aceita quando o cliente é avisado antes, por escrito, do valor e da regra (por exemplo, abatido do serviço se aprovar). O que o Código de Defesa do Consumidor exige é o orçamento prévio discriminado, com mão de obra, materiais, condições e prazos. Na dúvida, confira a orientação do Procon da sua cidade.

Quanto cobrar por um diagnóstico?

Não existe tabela: o valor sai da sua hora de mão de obra vezes o tempo do diagnóstico, mais uma parcela do custo do scanner. Exemplo, com números de exemplo: hora de R$ 70, 1 hora de diagnóstico e R$ 10 de scanner dão R$ 80. Feche em número redondo e escreva no termo.

O valor do diagnóstico é abatido do serviço?

Depende da regra que você escolheu e avisou antes. No jeito mais comum, sim: a taxa é abatida se o cliente aprovar o orçamento dentro da validade. Se o diagnóstico entra como item da O.S., é cobrado sempre, aprove ou não.

Como avisar o cliente que o diagnóstico é cobrado?

No balcão, antes de o carro subir: diga o valor, a regra e o que ele recebe por esse valor (o orçamento por escrito e a conclusão do diagnóstico). Depois preencha o termo de autorização e peça a assinatura. Se o carro chegou de guincho, mande a mesma mensagem pelo WhatsApp e espere o “pode seguir”.

E se o cliente não aprovar o orçamento?

Ele paga o diagnóstico combinado, a taxa fixa ou o item da O.S., e leva o orçamento por escrito com a conclusão do que foi achado. Feche a O.S. só com o diagnóstico e guarde o registro no histórico do veículo; o orçamento continua valendo pelo prazo que você escreveu nele.

Diagnóstico com scanner é cobrado à parte?

Cobre como parte do diagnóstico, não como linha separada: “diagnóstico com scanner e inspeção” é um item só. Ler o código de falha é rápido; o que leva tempo é confirmar a causa com teste e inspeção, e é isso que o cliente paga.

Conclusão

Cobrar diagnóstico na oficina não é sobre a taxa. É sobre parar de dar de graça a parte mais difícil do serviço. Escolha um dos três jeitos, ponha o valor no termo, avise antes de subir o carro e registre sintoma, tempo, conclusão e aprovação na O.S. Quem fica não paga nada a mais; quem leva o orçamento embora paga pelo que levou.

Comece hoje: imprima o termo, defina o valor pela sua hora e use um modelo de ordem de serviço com lugar pro sintoma, o tempo e a conclusão. Quando o papel ficar pequeno, o oficina.app guarda isso na O.S. do carro, pela placa, e manda o orçamento em PDF pelo WhatsApp, com a validade que você definir.

O termo é seu, grátis. Quando quiser o diagnóstico registrado na O.S., o orçamento em PDF pelo WhatsApp e o histórico pela placa, o oficina.app te dá 7 dias grátis, sem cartão e sem fidelidade.

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